É amplamente aceito que as atividades de uma Universidade são as relacionadas com o
ensino, a
pesquisa e a
extensão. As atividades de extensão tradicionais têm sido e ainda são: hospitais universitários e assistência médica, museus, projetos sociais, de capacitação profissional, psicoterapias, assessoria jurídicas etc (no caso da UNESP ver [1]). Não há dúvida de que esse tipo de atividades de extensão devem continuar a serem reforçadas, tanto em recursos humanos como materiais. Mas outros tipos de atividades devem ser incorporadas à definição do que seja
extensão universitária. Uma delas, acreditamos, é a chamada
divulgação científica.
Provavelmente foi o matemático Leonard Euler, quando escreveu uma série de cartas para uma princesa alemã neta do rei da Prússia Federico II "o Grande" sobre ciência popular, quem fez o primeiro trabalho de divulgação científica (DC) escrito no sentido atual do termo, ou seja o de um cientista que escreve sobre ciência para um público amplo [2]. Do ponto de vista das
palestras de divulgação provavelmente o pioneiro foi o Instituto Real de Londres. Fundado em 1799 por B. Thompson, conde de Rumford. Aí surgiram as conferências científicas populares e foi ouvindo as palestras de Sir Humphry Davy que Michael Faraday começou sua carreira científica. Ele mesmo seria nos anos seguintes um dos palestrantes.
Mas, foi apenas recentemente reconhecido que é um direito de todas as pessoas em qualquer pais do mundo de estarem informadas dos avanços dos conhecimentos científicos e suas conseqüências tecnológicas. Nesse aspecto a ciência é, como a arte, parte de cultura de toda a humanidade. Mais do que isso, as leis básicas da natureza não pertencem ninguém e por isso não são passíveis de serem patenteadas. Por outro lado, além do aspecto "cultural" das ciências, as pessoas de qualquer sociedade devem ter acesso à informação sobre as conseqüências, boas ou más, da aplicação dos conhecimentos científicos pela tecnologia. Esse direito torna-se um dever em países nos quais existe grande investimento de fundos públicos para pesquisas científicas e tecnológicas, em entidades públicas ou privadas, como é o caso do Brasil. Os contribuintes devem saber se os seus impostos estão sendo bem aplicados nos financiamentos às pesquisas técnico-científicas [3]. Afinal, a ciência e a tecnologia estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das pessoas. Não acreditamos que seja o mau uso dos avanços científicos o fator que mais contribua para o crescimento da miséria nos países do terceiro mundo. Pelo contrário, nesse aspecto é mais decisiva a falta de incentivo às atividades científicas. Mudar esse quadro, e convencer aos governos e aos formadores de opinião de que apoiar a ciência não é um custo mas um investimento, é outra missão da divulgação da ciência.
A dificuldade está no fato de que a DC, motivada por esses anseios, implica na existência de uma ciência bem desenvolvida e um público razoavelmente bem informado. O Brasil já conta com uma boa produção científica e como veremos adiante também com um público interessado nas questões científicas. No entanto, antes de se chegar a essa fase é preciso melhorar o conhecimento "geral" do público (entendido aqui no sentido mais amplo do termo e inclui cientistas de outras especialidades). Esta é a chamada "alfabetização científica" e, em princípio, não tem nada a ver com a divulgação das atividades de pesquisa própria de uma instituição, ainda que em última instância são estas as que mais interessam ou deveriam interessar ao público geral. Além disso os próprios pesquisadores têm de ganhar experiência na comunicação com o público e com os jornalistas científicos. Tarefa que tem-se demonstrado ser nada trivial!
Dentre as ciências da natureza a física continua a ter um papel relevante. Não apenas continua a ser um ciência ativa mas cada vez mais serve de base para a tecnologia usada em outras áreas como a biologia (a qual está se transformando cada vez mais numa ciência quantitativa como a química). Como ciência ativa continua a fornecer leis gerais que, em última instância, determinarão as possibilidades tecnológicas do futuro. Por exemplo, novas formas de computação e todas as suas conseqüências políticas e econômicas. É suficiente dizer que perto do 10% do produto interno bruto mundial está relacionado com as aplicações da física quântica; que sistema GPS (Global Satellite System), que somente foi possível com a utilização de relógios atômicos e que requer de correções relativísticas para atingir a precisão atual, movimentou até 1995 US$ 2.3 bilhões [4] e que o mercado estimado, nos próximos anos, da nanotecnologia é de mais ou menos US$45 bilhões anuais.
Qualquer que seja a motivação de uma atividade de DC, ela deve ser feita não apenas para as pessoas sem formação científica mas também entre cientistas de diversas especialidades. Afinal os cientistas e técnicos são cidadãos, mas também porque a solução de muitos dos desafios encontrados em diversas atividades de pesquisa dependem de uma colaboração conjunta de muitas áreas do conhecimento humano, sejam estas as ciências naturais, da engenharia ou das ciências sociais e humanas, isto é, a multidisciplinaridade é cada vez mais necessária em certas áreas da pesquisa básica e/ou aplicada. Assim os diferentes especialistas devem estar informados dos métodos e resultados de outras áreas da ciência. Só para por um exemplo, é isso que acontece nas ciências da Terra onde resultados obtidos recentemente sobre as propriedades dos neutrinos terão importantes aplicações no conhecimento da estrutura terrestre. Usando-os como sondas, aumentarão o conhecimento sobre a distribuição de minérios, de petróleo e de materiais radiativos (que permitirá estudar melhor os efeitos da força gerada por eles nos movimentos das placas tectônicas o que permitirá um feedback sobre os dois primeiros assuntos) etc. Em resumo, permitirão fazer uma verdadeira "tomografia da Terra". Quem imaginaria isso quando em 1931 o físico austríaco Wolfang Pauli propunha a existência do neutrino? Não vale a pena contar isso aos nossos colegas de outra áreas? Ao público geral? as crianças das escolas? E principalmente aos cientistas da Terra?
Por outro lado, são bem conhecidas as dificuldades da "divulgação científica". Trata-se como dizíamos, de uma atividade para um conjunto de pessoas com uma grande variedade de graus de formação, desde aquelas que têm pouca escolaridade até os especialistas de áreas diferentes daquela considerada numa atividade de divulgação. Nas palavras de Bruno Latour [5]
"É difícil divulgar a ciência porque ela é planejada para alijar logo de cara a maioria das pessoas. Não espanta que professores, jornalistas e divulgadores encontremos tanta dificuldade quando tentamos trazer de volta os leitores excluídos."
Talvez Latour esteva pensando, quando escreveu isso, na complexidade da linguagem científica. Quem, que não seja um físico experimental de altas energias, pode-se convencer de que um conjunto de histogramas tridimensionais representam a evidência definitiva da existência dos bósons vetoriais intermediários Z
0, W
±? ou quem, que não seja um biólogo molecular acreditaria que um conjunto de manchas coloridas representa o genoma de uma espécie determinada? E que dizer da aceitação do fato de que as soluções de buracos negros são matematicamente possíveis e que observações de sistemas binários, entre outras, as confirmam? O problema é que a acumulação de conhecimentos científicos implica numa complicação da linguagem utilizada, mas esta é necessária para que o discurso científico possa ser capaz de descrever adequadamente o conjunto cada vez maior de dados experimentais (no fundo porque a linguagem da ciência é lógica e/ou a matemática e em qualquer caso sintético). Desta forma é preciso anos de preparação para familiarizar-se com a linguagem numa área particular da ciência. Ainda que possa ter, como toda atividade humana, elementos de retórica, a ciência depende em última instância do veredicto da experiência. Depois desta falar, fica pouco espaço para a retórica (a menos daquela necessária para alcançar o consenso público no sentido de Ziman [6]). A despeito dessas dificuldades é necessário e urgente que os resultados da ciência cheguem ao grande público que inclui, como mencionado acima, cientistas de outras especialidades.
Outro imperativo é a contribuição para a formação de um público cientificamente alfabetizado para participar ativamente nos debates sobre a produção, uso e financiamento do conhecimento científico. Qualquer palestra que informe o público sobre resultados recentes da ciência (e de sua metodologia, sua "visão de mundo") é mais um passo na direção certa. Precisamos transmitir ao público em que consiste a maneira científica de pensar e analisar, ou seja em que consiste estudar algo "cientificamente", e não apenas informar de fatos e teorias novos. Também devemos fazer que as pessoas consigam ver a diferença entre uma mera opinião e um conhecimento genuíno (mesmo no contexto da própria ciência).
Por último, mas não menos importante, devemos lembrar que a DC tem importância no ensino. Os assuntos científicos são cada dia mais comentados nos jornais, revistas e a televisão, e isso implica na necessidade dos professores, de ensino de segundo e terceiro grau, estarem bem atualizados para responder perguntas dos estudantes mais curiosos ou, eles se adiantarem a estes usando o material da mídia para motivar os estudantes em temas científicos que podem parecer estéreis a primeira vista. Afinal, quem não usa CD´s? mas quantos sabem algo sobre a física do laser?
Segundo uma pesquisa recente da National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos, mesmo manifestando grande interesse em aspectos de ciência e tecnologia (C&T) menos de 15% dos americanos podem ser considerados "atentos" à ciência e a tecnologia. Onde "atento" significa que uma pessoa: 1) tem grande interesse num assunto particular de C&T; 2) se sente bem informada sobre o assunto; 3) lê jornais e revistas semanais ou mensais [7]. E isso a pesar da grande atividade desenvolvida pelas associações científicas americanas como a NSF, a American Association for the Advancement of Science (AAAS) ou mesmo laboratórios como o FERMILAB etc.
No Brasil em 1987 o Instituto Gallup fez um estudo encomendado pelo CNPq intitulado O que o brasileiro pensa da Ciência e Tecnologia? (citado na Ref.[8]). Segundo esse estudo cerca de 70 % da população urbana brasileira têm interesse na ciência e tecnologia. Não conhecemos estudos mais recentes mas segundo a assistência às nossas palestras FAOE que nos últimos 4 anos trouxeram centenas de pessoas ao IFT/UNESP (média de 60 pessoas por palestra) o interesse do público é grande. A seguir relatamos as atividades que nos últimos 4 anos trouxeram centenas de pessoas ao IFT/UNESP.
ATIVIDADES: 1999—2002
Foi mencionado acima as dificuldades intrínseca da divulgação científica. Os argumentos científicos são quase sempre excessivamente obscuros e difíceis por sua própria natureza [6]. No caso da física teórica o problema é que a sua natureza abstrata impõe que antes de falarmos sobre as nossas próprias pesquisas, tenhamos que transmitir uma visão geral de assuntos como a física de partículas elementares, a cosmologia e outras áreas de pesquisas no Instituto de Física Teórica (IFT) da UNESP.
É nesse contexto que em 1999 um grupo de docentes/pesquisadores do Instituto de Física Teórica/UNESP decide criar um programa de palestras de Divulgação Científica chamado FÍSICA AO ENTARDECER (FAOE). Nos primeiros três anos o coordenador foi o Prof. A. A. Natale. Em 2002 a coordenação passou a ser responsabilidade de quem escreve.
Os quatro anos de atividades de divulgação científica deram os seguintes resultados:.
A edição de um livro, pela editora Viera & Lent de Rio de Janeiro, com as palestras do primeiro ano. Ver Apêndice A.
38 palestras sobre vários temas de física mostradas no Apêndice B. A partir do segundo semestre de 2002 estas palestras foram transmitidas ao vivo via internet e posteriormente colocadas a disposição das pessoas no sitio
http://www.ift.unesp.br/entardecer1.html e "clicando" no nome do palestrante. Estes constituem os primeiros documentos históricos diretos desta atividade desenvolvida no IFT/UNESP.
A formação de um grupo de estudos com reuniões a cada quinze dias. O número de pessoas em total foi de mais ou menos 12 mas o núcleo básico consistiu de 7 pessoas.
Esta última atividade começou em 2002 e pretende-se prolongar indefinidamente. As atividades em 2002 foram a discussão do livro de S. Hawking "O Universo Numa Casca de Noz" [9] e vários temas sobre física de partículas elementares. Esta atividade poderia ser convertida no núcleo de cursos oferecidos para um público geral. Cada área do IFT/UNESP poderia oferecer cursos desse tipo. Em 2003 pretende-se continuar usando como livro base O Universo Elegante de B. Greene [10].
PERSPECTIVAS
Ainda que o espectro de pesquisa realizada no IFT/UNESP seja restrito (as áreas principais continuam a ser a física nuclear teórica, a teoria de campos e partículas elementares, gravitação e cosmologia) nas palestras FAOE tentamos ampliar esse espectro convidando pesquisadores reconhecidos de outras universidades como USP, UNICAMP, UNESP, UFRJ e, no futuro, outras universidades ou entidades públicas ou privadas. Como dizemos antes, parte da tarefa de divulgação científica consiste em transmitir ao público que uma colaboração entre os diversos campos da pesquisa científica é, não apenas necessária, mais imprescindível para maximizar o impacto positivo das ciências da natureza junto com as diretrizes éticas e políticas das ciências sociais e humanas.
Até o momento, as atividades de divulgação concentraram-se, principalmente, no melhoramento da "alfabetização científica" e podemos afirmar que tem sido um sucesso. Mostra disso é que contamos com um número razoável de assistentes cativos. A média é de 60 pessoas por palestra porém em pelo menos 3 ocasiões o auditório maior do IFT, que tem uma lotação de 100 pessoas, ficou pequeno. As pessoas encheram os corredores e qualquer espaço vazio no auditório e, mesmo assim, dezenas de pessoas não conseguiram entrar.
A fase de informações gerais deverá continuar porque a maior parte do conhecimento científico e tecnológico é obtido no mundo todo. No entanto temos de enfrentar o desafio que falar sobre a própria pesquisa e não apenas do que fazem "os principais centros do mundo". Afinal, as pessoas têm o direito de saber o tipo de pesquisa que se faz no IFT/UNESP e outras instituições convidadas a participar das palestras. Não é questão de gosto. É uma necessidade se quisermos continuar a ser competitivos na obtenção de verbas para financiar as nossas pesquisas e aumentar o prestigio do IFT na UNESP. Desta forma esperamos já em 2003 começar a motivar os palestrantes a dar um pouco mais de ênfase nos seus próprios resultados.
Isso não significa que as atividades para aumentar a informação geral sobre ciência não devam continuar. Pelo contrário, estas devem ser expandidas a outro tipo de atividades. Propomos assim as seguintes possibilidades de expansão das atividades de DC:
- Cursos compactos para jornalistas científicos. Essas atividades poderiam ser organizadas com colaboração de entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC, ver http://www.abjc.org.br) e o Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo (Labjor) a UNICAMP que conta com um curso de jornalismo científico. O apoio de jornais como a Folha de São Paulo (ver Apêndice C) e de entidades como a FAPESP e a Fundação VITAE (http://www.vitae.org.br) sempre serão mais do que bem vindo, ele será determinante.
- Cursos para jornalistas que já estão na ativa mas que desejam melhorar as suas bases na área de física, que é a nossa especialidade. Esses cursos poderiam ser via internet. Uma primeira tentativa será a de transmitir em internet algumas das palestras FAOE concentradas numa semana, com previa divulgação na mídia. Na verdade outras especialidades como química, biologia e matemática deveriam ser incorporadas, no momento oportuno.
- Organizar cursos de mestrados latu sensus. Por exemplo o IFT em colaboração as instituições mencionadas acima. Vale lembrar que o único curso de pós-graduação stricto sensu do país é o de Comunicação em Ciência, da Universidade Metodista de São Paulo [8]. Por exemplo, um estudante deste curso poderia ter como orientador a um jornalista e como co-orientador a um físico do IFT/UNESP. Esse tipo de curso (mas com as devidas mudanças) poderia envolver professores de segundo grau. Como mencionamos acima é urgente a atualização desses professores nos assuntos científicos e tecnológicos. Além disso isso seria fazer DC indiretamente para estudantes desse nível.
As atividades 1 e 2 ajudariam a diminuir a distância que, aparentemente, existe entre cientistas e jornalistas. Afinal, para que os jornalistas científicos possam romper com a cultura de serem, para usar uma expressão de Fabíola de Oliveira [8], "papagaios de cientistas" devem ter uma boa informação científica. Estes antes do que o público têm de aprender mais sobre o método e maneira de pensar dos cientistas [11]. Mas isso implica numa estrutura muito maior e não poderia ficar restringido apenas ao IFT/UNESP e por isso outras instituições como as mencionadas antes devem ser envolvidas. No futuro deverão ser realizadas pesquisa para avaliar continuamente o impacto da alfabetização científica e outras atividades de DC como os realizados nos Estados Unidos, ver Ref. [7], e outros países. Contudo, esse tipo de atividades são mais apropriadas para sociedades como SBF ou SBPC mas o IFT/UNESP poderia ser a instituição que "dispare" o processo.
Além dos argumentos sobre o financiamento à pesquisa outro argumento não menos importante para a DC é o reconhecimento que a ciência joga um papel cada vez mais importante na visão do mundo que a sociedade moderna tem. Assim, aspectos sociológicos, filosóficos devem ser abordados [12]. Assim sendo, os cientistas sociais e filósofos estão incluídos no alvo das atividades de DC.
Cada uma das três atividade mencionadas acima deve converter-se, mais cedo ou mais tarde, em um conjunto de atividades regulares e consistentes de maneira que a DC venha a ser no futuro próximo um verdadeiro PROGRAMA do IFT/UNESP.
Finalmente, gostaríamos de sugerir, num contexto mais amplo, que a Fundação Instituto de Física Teórica (FIFT) venha a ter no futuro uma maior participação neste tipo de atividades. Por exemplo, uma vez o IFT/UNESP tenha sido transferido para o campus da UNESP em São Paulo (Barra Funda), o atual local poderia ser utilizado para organizar um centro de divulgação científica no sentido mais amplo do termo. As atividades desse centro seriam complementares às de outras instituições com a Estação Ciência da USP e o Museu de Ciências que está sendo organizado pela UNICAMP. Assim, nesse centro as atividades seriam principalmente de divulgação científica no sentido que se contaria semanalmente com palestras para publico geral, não apenas de física mas de todas as ciências, exibição de vídeos, se poderia contar com um pequeno planetário, etc. Nestas circunstâncias o apoio da UNESP, FAPESP e outras fundações ou mesmo a empresa privada, por meio de doações, será necessário dado que além dos professores do IFT/UNESP que eventualmente se envolvam nessas atividades haverá de contar com pessoal permanente.
Devo dar ênfase ao fato que até o momento apenas foram usados os recursos econômicos normais do IFT. Com melhores condições podemos fazer que as palestras que são transmitidas via internet sejam acessíveis para pessoas com deficiência auditivas. Também palestras poderiam ser ministradas para deficientes visuais em locais apropriados como algumas instituições de dão apoio para essas pessoas.
Vemos que temos, de fato, um longo caminho por andar!
APÊNDICE A
Livro
O Universo Sem Mistério editado por Adriano A. Natale e Cassio Leite Viera, e que será publicado pela editora Viera & Lent de Rio de Janeiro, em abril de 2003. Os capítulos do livro, e seus respectivos autores, são os seguintes:
1.
A evolução do Universo: passado, presente e futuro, Rogério Rosenfeld.
2.
Einstein: A relatividade especial e o espaço-tempo, Gerson Francisco.
3.
Buracos Negros: Uma viagem aos abismos do Universo, George Matsas e Daniel Vanzella.
4.
A Física da Terra: um planeta em movimento, Vicente Pleitez.
5.
Um mergulho no núcleo atômico: rumo ao interior da matéria, Lauro Tomio.
6.
Neutrinos: partículas fantasmas, Marcelo Guzzo e Adriano Natale.
7.
Física Quântica o estranho comportamento do mundo microscópico, Luiz Agostinho Ferreira.
8.
Supercordas: a física do futuro?, Nathan Berkovits.
APÊNDICE B
Palestras ministradas desde 1999 até 2002 (a programação de 2002 pode ser encontrada em
http://www.ift.unesp.br/entardecer1.html
1999
1) 09/04 -
O discreto charme das partículas elementares, Profa. Maria Cristina Batoni, IFT/UNESP
2) 14/05 -
Uma breve história do universo, Prof. Rogério Rosenfeld, IFT/UNESP
3) 11/06 -
Neutrinos: as partículas fantasmas, Prof. Adriano A. Natale, IFT/UNESP
4) 09/07 -
Uma viagem aos abismos do Universo: Buracos Negros, Prof. Dr. George E. A. Matsas, IFT/UNESP
5) 13/08 -
Uma breve história do universo, Prof. Rogério Rosenfeld, IFT/UNESP
6) 10/09 -
Einstein e o espaço-tempo, Prof. Gerson Francisco, IFT/UNESP
7) 08/10 -
A física do planeta Terra, Prof. Vicente Pleitez, IFT/UNESP
8) 13/11 -
Um mergulho no núcleo atômico, Prof. Lauro Tomio, IFT/UNESP
9) 10/12 -
O que é física quântica?, Prof. Luiz A. Ferreira, IFT/UNESP
2000
10) 10/03 -
O discreto charme das partículas elementares, Profa. Maria Cristina Batoni, IFT/UNESP
11) 14/04 -
Matéria, anti-matéria e energia no universo, Prof. Rogério Rosenfeld, IFT/UNESP
12) 12/05 -
Supercordas: a física do futuro?, Prof. Nathan J. Berkovits, IFT/UNESP
13) 09/06 -
Porque o sol brilha?, Prof. Adriano A. Natale, IFT/UNESP
14) 14/07 -
Uma viagem aos abismos do universo: Buracos Negros, Prof. George E. A. Matsas, IFT/UNESP
15) 11/08 -
A expansão do universo, Prof. Ioav Waga, IF-UFRJ
16) 01/09 -
As dobras do espaço, Prof. George E. A. Matsas, IFT/UNESP
17) 06/10 -
Energia nuclear: um panorama, Prof. Diogenes Galetti. IFT/UNESP
18) 10/11 -
Teletransporte: ficção ou realidade?, Dr. Daniel A. Vanzella
19) 08/12 -
O mistério da massa, Prof. Rogério Rosenfeld, IFT/UNESP
2001
20) 09/03 -
Teletransporte: ficção ou realidade?, Dr. Daniel Vanzella
21) 06/04 -
Os primeiros três minutos, Profa. Maria Cristina Batoni Abdalla, IFT/UNESP
22) 11/05 -
Relógio atômico: como funciona e para que serve, Prof. Vanderlei S. Bagnato, IF-USP/SC
23) 08/06 -
A onipresença e o mistério dos neutrinos, Prof. Marcelo Guzzo, IFGW/UNICAMP
24) 13/07 -
A teoria bola-de-neve e o efeito estufa, Dr. Alexandre Tomio, IAG/USP
25) 10/08 -
Visão: desafio para o milênio, Prof. Luciano da Fontoura Costa, IF-USP/SC
26) 14/09 -
O que é mecânica quântica?, Prof. Luiz Agostinho Ferreira, IFT/UNESP
27) 05/10 -
A física do mergulho, Profa. Hebe Q. Plácido, UFBa e IFT/UNESP
28) 09/11 -
A estrutura da matéria e a qualidade de vida do Homem, Profa. Norma Reggiani, ICE/PUC-Campinas
29) 14/12 -
Einstein e o espaço-tempo, Prof. Gerson Francisco, IFT/UNESP
2002
30) 08/03 -
O que são as partículas elementares?, Prof. Vicente Pleitez IFT/UNESP
31) 12/04 -
Física dos materiais e suas aplicações, Prof. Roberto M. Faria, IF-USP/SC
32) 10/05 -
Raios cósmicos: o mistério continua, Prof. Carlos O. Escobar, IFGW/UNICAMP
33) 14/06 -
A relatividade de Einstein e a forma dos espaço, Prof. George E. A. Matsas, IFT/UNESP
34) 13/09 -
Uma breve história do universo, Prof. Rogério Rosenfeld, IFT/UNESP
35) 04/10 -
O IFT: cinqüenta anos de física teórica, Prof. Pedro de Oliveira, FFLCH/USP
36) 08/11 -
A origem da vida: são os genes egoístas?, Prof. José Fernando Fontanari, IF-USP/SC
37) 22/11 -
O incrível mundo quântico dos buracos negros, Prof. George E. A. Matsas, IFT/UNESP
38) 06/12 -
Niels Bohr: sua visão quântica do mundo sub-atômico, Profa. Maria Cristina Batoni Abdalla
Horário: 18:30 horas (menos a penúltima que será realizada excepcionalmente às 19 horas)
APÊNDICE C
Até meados de 2002 a Agência Estado on line publicou na sua página na rede na parte Agenda, a programação das palestras de cada semestre. Por exemplo, no começo de 2002 apareceu a seguinte matéria (
http://www.estadao.com.br/ciencia/agenda ):
Física ao Entardecer
O Instituto de Física Teórica, da Universidade Estadual Paulista (IFT-Unesp), mantém uma programação de palestras voltadas para o público leigo, chamada "Física ao Entardecer". As palestras ocorrem sempre às 18:30 horas, no auditório da IFT, situado à Rua Pamplona, 145, em São Paulo, SP. A programação do segundo semestre de 2002 começa no dia 9 de agosto, com "Os mistérios da Física Quântica", com o Prof. Dr. Agostinho Ferreira (IFT-Unesp). No dia 13 de setembro o Prof. Dr. Rogério Rosenfeld (IFT-Unesp) conta "Uma Breve História do Universo". No dia 11 de outubro, o Prof. Dr. Pedro de Oliveira (FFLCH-USP) fala sobre o "IFT: Cinqüenta Anos de Física Teórica" e no dia 8 de novembro, o Prof. Dr. José Fernando Fontanari (IF-SC/USP) discorre sobre "A Origem da Vida: São os Genes Egoístas?". Maiores informações através do email
vicente@ift.unesp.br ou do telefone (11) 3177 9016.
A programação pode ser encontrada em
http://www.ift.unesp.br/entardecer1.html
Gostaríamos de agradecer à jornalista Liana John da Agência Estado,pelo apoio recebido.
A partir do segundo semestre de 2002 contou-se com o apoio da Folha de São Paulo. Por exemplo, apareceram as seguintes matérias:
PANORÂMICA EVENTO
Palestra aborda evolução da física quântica
O Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) promove hoje, com apoio da Folha, palestra sobre a série de desenvolvimentos científicos que culminou na formulação da física quântica, que abrange as teorias que buscam explicar o exótico comportamento das partículas microscópicas que compõem a matéria e a energia no Universo. A conferência "O que é física quântica?", que integra um ciclo mensal de palestras de divulgação científica organizada pelo instituto, será proferida por Luiz Agostinho Ferreira, professor livre docente do IFT-Unesp. O evento, gratuito, será realizado às 18h30, na sede do IFT (rua Pamplona, 145, São Paulo) e é voltado essencialmente ao público leigo. Aos interessados em assistir, basta comparecer ao local. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 0/xx/11/ 3224-3473, das 14h às 17h, e 0/xx/11/3177-9090, das 9h às 18h, ou ainda no site do instituto na internet,
http://www.ift.unesp.br/. (DA REDAÇÃO)
São Paulo, quinta-feira, 12 de setembro de 2002
| COSMOLOGIA |
| |
| Palestra apresenta história do Universo |
| O Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) |
| promove amanhã, com apoio da Folha, a palestra "Uma Breve História |
| do Universo", de Rogério Rosenfeld, professor livre-docente do instituto. |
| O evento, gratuito, será realizado no auditório do IFT (rua Pamplona, |
|
| 145), às 18h30. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones |
| 0/xx/11/3224-3473, das 14h às 17h, e 0/ xx/ 11/3177-9090, das 9h |
| às 18h. |
São Paulo, sexta-feira, 13 de setembro de 2002
| COSMOLOGIA |
| |
| Universo é o tema de conferência da Unesp |
| O Instituto de Física Teórica da Unesp promove hoje, com apoio |
| da Folha, a palestra "Uma Breve História do Universo", de Rogério |
| Rosenfeld. O evento, gratuito, será realizado no auditório do IFT |
| (rua Pamplona, 145), às 18h30. Mais informações pela internet |
| (http://www.ift.unesp.br/) ou pelos tels. 0/xx/ 11/3224-3473, |
| das 14h às 17h, e 0/xx/11/3177-9090, das 9h às 18h. As vagas |
| são limitadas. |
REFERÊNCIAS
[1] UNESP/PROEX
http://www.unesp.br/proex.
[2] B. Clegg,
Light Years and Time Travels, John-Wiley, New York, 2001. Refere-se às
Lettres à une princesse d'Allemagne 1768-72 que são uma exposição popular de mecânica, óptica, acústica e astronomia física segundo "Euler, Leonhard."
Encyclopædia Britannica 2003 Encyclopædia Britannica Premium Service. 20 Feb, 2003.
http://www.britannica.com/eb/article?eu=33800.
[3] World Conference on Sciences: Natural Sciences, UNESCO, Budapest, 1999.
http://www.unesco.org/general/eng/programmes/science/wcs/eng/infoen.htm
[4] T. Appelquist et al., Physics in a New Era, National Academy Press, Washighton, 2001.
[5] B. Latour,
Ciência em Ação, Editora UNESP, São Paulo, 1997; p.88.
[6] J. Ziman,
Conhecimento Público, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo,1979.
[7] National Science Board,
Science and Engineering Indicators 2002, Arlinghton, VA.
http://www.nsf.gov/sbe/srs/seind02/start.htm
[8] F. de Oliveira,
Jornalismo Científico, Editora Contexto, São Paulo, 2002.
[9] S. Hawking,
O Universo Numa Casca de Noz, Editora Mandarin, São Paulo, 2002.
[10] B. Greene,
O Universo Elegante, Companhia Das Letras, São Paulo, 2001.
[11] B. Rensberger, Science 289, 61 (2000).
[12] J. Hilgevoord (Ed),
Physics and our View of the World, Cambridge University Press, Cambridge, 1995.