O aquecimento global tem se acelerando nas últimas décadas, acompanhado de elevação significativa do nível do mar e intensificação dos eventos climáticos extremos, como secas, chuvas intensas, furacões etc., e esta questão é indubitavelmente o maior desafio ambiental global enfrentado pela humanidade. As mudanças climáticas também se fazem sentir no Brasil, onde a temperatura média subiu cerca de 0,75º C e a temperatura mínima subiu quase 1º C nos últimos 50 anos e o nível do mar se elevou quase 20 cm durante o Século XX. O Brasil é potencialmente muito vulnerável a mudanças climáticas, mas pouco conhecemos os impactos das mudanças climáticas no país. Além disso, falta identificar de forma precisa nossas vulnerabilidades na agricultura, nas zonas costeiras, na saúde humana, nos recursos hídricos, nas energias renováveis, nos ecossistemas naturais e biodiversidade, nas grandes cidades e na indústria. No campo da mitigação dos gases de efeito estufa, a grande contribuição que o Brasil pode dar ao esforço mundial de estabilizar suas concentrações atmosféricas em níveis considerados menos "perigosos", deve obrigatoriamente se dar pela redução significativa das emissões provenientes dos desmatamentos da floresta tropical e dos cerrado. O país pode escolher uma trajetória de desenvolvimento limpo e tornar-se uma verdadeira "potência ambiental", isto é, um país de economia de base de recursos naturais, mas apresentando um padrão de emissões muito baixo.